
Com a chegada do mês de novembro, eventos e conversas de conscientização sobre o câncer de próstata vêm à tona. O que muitos não sabem é que a doença também acomete animais, como cachorros e gatos. De acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária, a doença oncológica atinge cerca de 4% dos cães com mais de sete anos, número que pode chegar a 80% entre os não castrados. Já entre os felinos, o percentual é menor.
A doença, silenciosa, pode ser letal se o responsável não agir rapidamente. Os sintomas envolvem dificuldade de urinar e evacuar, urina e fezes com sangue, dores abdominais, perda de apetite, emagrecimento repentino e, em casos mais graves, dificuldade para se locomover. Os primeiros sinais costumam aparecer na hora de urinar ou evacuar, pois a próstata, quando carrega células cancerígenas, aumenta e pressiona as vias urinárias e intestinais.
Uma vez diagnosticados, os animais podem passar por tratamentos diferentes de acordo com a gravidade do tumor. O câncer costuma ser muito agressivo nos animais, então a abordagem varia de paciente para paciente. A intervenção pode incluir cirurgia, quimioterapia após o resultado da histopatologia e medicamentos para ajudar com as dores e o controle da inflamação.
Ainda pouco debatida nos consultórios veterinários, a obesidade causa impactos sérios e reais na saúde dos cães machos. Da mesma forma que acontece com os humanos, o sobrepeso provoca desequilíbrios hormonais e inflamações crônicas que podem afetar a função reprodutiva e favorecer o surgimento de doenças como a hiperplasia prostática e o câncer de próstata.